sábado, 25 de janeiro de 2014

É o que tem pra hoje.

Nãi sei se foi minha melhor escolha,mas sei que foi, em toda minha vida, o que mais me completou. A dança foi a forma que tive de me reconhecer como ser humano, como artísta, como mulher, como profissional.
Com o desemprego para artístas aqui em Salvador, muitos profissionais sentem o desespero e as lágrimas correm pelo rosto.
As saídas existem, claro, mas nada vai deixar um sorriso feliz a não ser a própria magia da arte.
As cobranças são constantes e inumeras.
A cobrança da arte que precisa de muita atenção e estudo.
A cobrança do artista que é a luta de se manter vivo, alimentado, com um teto e muito bem informado.
E por fim a cobrança famíliar que é a de ter uma profissão que seja bem remunerada, a ajuda dentro de casa com o dinheiro e a independencia.
Uma cobrança une a outra e somos forçados a pensar que arte não é profissão.
Eu to com o sentimento ferido, sensível, o amor não me deixa desisti, mas meus vícios e meu sangue precisam de ajuda monetária.
Sou mulher, sou sensível, estou num período menstrual e meu estado é triste, choro toda hora e ouço vozes que me fazem senti uma pessoa incapaz.
Meu coração ta doendo e sinto que só eu posso me tirar desse lugar.

Um comentário:

  1. Somos responsáveis pelas nossas escolhas, mas com calma você encontrará um modo de conciliar as cobranças.
    Não desista de você!

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